Em 2007 o Benfica contrata Fábio Coentrão, considerado a maior estrela da Liga de Honra, representando na altura o Rio Ave.
A operação, com a marca de Luís Filipe Vieira, foi um duro golpe para o Sporting, que tinha por adquirida a sua vinda para Alvalade, e para o FC Porto, que o seguia há muito, mas também clubes estrangeiros como o Manchester United, o Real Madrid e o Chelsea mostraram interesse no jogador.Era o Benfica a regressar aos bons velhos tempos da liderança do mercado nacional. Coentrão, a quem apelidavam o “Figo das Caxinas”, de onde era natural, tinha feito uma época espectacular, cujo mediatismo cresceu com o golo que eliminou o Sporting da Taça de Portugal, em Alvalade.
A revista “World Soccer Magazine”, classificou-o como um dos talentos de 2007 e comparou-o a Arjen Robben, o internacional holandês, a jogar no Real Madrid.
Na Luz,em 2008, Coentrão apenas fez 3 jogos e não marcou nenhum golo. Recentemente afirmou publicamente que “em Lisboa a fama subiu-lhe à cabeça”, para justificar o insucesso. Antes de ser emprestado ao Nacional da Madeira, onde fez 16 jogos e 4 golos, esteve com o pé no Feyenoord de Roterdão.
Contudo, acabou no Real Saragoça, que tinha caído na Segunda Divisão espanhola. A experiência revelou-se um desastre – 1 jogo e nenhum golo.
A época que está prestes a terminar foi uma espécie de regresso à casa de partida. O Benfica resolveu emprestá-lo ao Rio Ave, e Coentrão voltou a ser feliz – nas últimas jornadas, marcou um monumental golo ao FC Porto, no Dragão.
No final deste jogo, Coentrão mostrou ser um homem de corpo inteiro e fez aquilo que poucos têm coragem de fazer – na flash interview afirmou que o FC Porto ganhou com ajudas da arbitragem, e foi mimoseado com insultos.
Na Selecção de sub – 21, acaba de ser considerado o melhor jogador do torneio internacional da Madeira, tendo marcado o golo da final, que deu o título a Portugal.
No final da época, Fábio Coentrão volta à Luz. Espero que agora lhe sejam dadas as oportunidades que lhe foram negadas. Mais experiente, mais maduro, melhor acompanhado, Coentrão pode ser o novo Chalana da próxima década. E a “jóia da coroa” do novo Benfica.
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